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Rennée Franklin #1

escrito por marlene cerm, em 26.01.12

Eia, tresloucada mente, do passado, recuperada.

Eu, Rennée Franklin, nasci Mariana, faz agora três anos, em Terceira Oportunidade e encontro-me aqui em busca de uma. Durante 500 anos escondi-me numa guarida, refugiando-me da Babel, pois crimes por amor cometi, mais que eu nunca ninguém ousou, mas, por isso, para todos os restantes morri. Trajo sempre o mesmo vestido preto, cabelo adornado com joias decadentes e a faca tingida desde o dia que fui criada. Princesa nasci e serei, e fausto será o meu reino, por agora inexistente. Apaixonei-me pelo príncipe do país vizinho, relação idílica e fortuita, mas o fado não nos permitiu cessar o tempo infindo juntos e agora por cá fico. Ele vagueia para cá e para lá, como um corvo que sempre sobrevoando-me, nunca se desvia (K.). Não se sabe ainda ao certo como a nossa história finda, fica por aqui em aberto. Nunca trucidei ninguém, nunca coibi os meus sentimentos e se algum pecado cometi foi o da luxúria durante a miscelânea primeira vida que tive. Luto em prol da justiça egoísta e rogo-vos, nesta leiga viagem, que me auxiliem, moroso é o meu elanguescer, todavia não o deixem chegar a seu termo. E agora com olhos verdes e sorriso tresloucado, observo-vos, ajaezo-vos com bestunto que não possuo e arrulho com ele em busca dum recomeço que talvez não tarde.  

E não vou sorrir na despedida, pois esta desdita traz. Espero apenas encontrar-vos bem. 

 

Vossa jazida,

Rennée Franklin.

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