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Canti Vaughn #1

escrito por marlene cerm, em 26.01.12

Oh, pobre jovem no seu tugúrio escondida.

Eu, Canti Vaughn nasci Tarla, faz agora dois anos, numa história cujo título mudou entretanto. Actualmente, encontro-me nas páginas rasuradas de Cidadãos. Sempre me descreveram como preclara e bucólica, residente na metrópole He’art, precisamente no centro de Crad’lla. Vim duma família rica, tudo me foi fornecido, a minha relação com o Perdun (P da Mar.) era idílica. A vida sorria-me em todos os âmbitos, era sibarita sem desdita. Ou assim parecia, pois, nas trevas, aquiesciam a minha morte. A mansão ardeu, ninguém para além de mim continuou a povoar este mundo. (Teço agradecimentos por isso.) Escondi as cicatrizes, omiti quem, na realidade infeliz, era, o verdadeiro alvo daquele incêndio, e segui caminho por entre a miscelânea cidade. Tácita, como sou, será justo avisar-vos que sou um perigo, sedenta de sangue e sorriso constante. Trucido quem me coíbe de agir. Possuo desde o início da minha nova vida, um amor platónico pelo ser parceiro na Resistência, Lugh. (C da Mar.) Este, leigo e albardado, começou recentemente a evitar-me, criando feridas que ninguém vê, pois eu não deixo que ninguém decifre os meus olhos verdes. Não sou combalida, que ousadia vossa! Esta moça écloga e ebúrnea luta em prol da liberdade. Já nem a chuva monocórdica se atreve a tocar em tão sublime corpo como o meu.  

Ajaezo o seu cabelo com flores, escondo a arma na toga, auguro desgraças,

mas estou sempre a sorrir para vós.

 

Com saudades,

Canti Vaughn.

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